Fala, Pessoal! ^^
Em poucas palavras e muita boa vontade, a Rapadura Pós- Moderna é uma agremiação artística que visa a síntese entre a arte de nosso passado e nosso presente com acentuada criticidade, um catalizador na constução da nossa cultura .
Pretendemos organizar alguns eventos e entre eles está um evento anual na festa de Santo Antônio em Barbalha-Ce, e é dele especificamente que vamos tratar nesse post.O evento terá início no dia do Pau da bandeira ( Dia que a festa começa) e ocorrerá , ao menos no ano de 2012, em espaço alugado na Rua do Vidéo.Será organizado em três vertentes: Música, que compreenderá apresentações de músicos de estilo diverso,desde maracatu e bandas cabaçais até mpb e rock. Literatura e Teatro, que compreenderá apresentações de cordéis e cordelistas, poemas e coisas do tipo além de peças teatrais e artistas de rua dos mais diversos tipo.Debate, compreenderá debates(salve capitão óbvio! xD) sobre assuntos diversos com relação a arte, história e cultura em geral.
Precisamos de mais artistas, profissionais ou não, que trabalhem nos palcos ou por trás deles, para organizar tal evento com as merecidas proporções.Entrem em contato com a gente se acharem interessante a proposta. Vamos participar dessa rapadura e revolucionar pessoal! Em breve postaremos pretensa a programação desse evento aqui no blog.
Entrem em contato, pessoal, estaremos esperando por você pra mostrar que a rapadura é doce mas num é mole não ! xD
Rapadura Pós-Moderna
A rapadura é doce, mas não é mole não! xD
quarta-feira, 1 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Manifesto
Senhoras e senhores,
Apressados, apreensivos, gentis..
Humildemente pedimos seus ouvidos emprestados para cantarmos novos ventos em velhos coqueirais!
Humildemente pedimos um pouco de atenção, não vai doer em ninguém.
Vai passar suave como um vôo de juriti , ligeiro e forte como bala de canhão.
Queremos fazer um convite pra conhecer uma antigo lugar e num reboliço esperto de surubim reconstruí-lo como fiandeira apressada em porta de calçada.
Viajar pelo mel da cana que corre pelas veias dessa terra
Corre a brisa cantada pelo violeiro
Corre as paixões das moiçolas a suspirar no alpendre
E o mateu a alegrar toda essa gente.
Mas, gente!
Não se esqueçam dos homens que correram por essas brenhas fugindo da seca e da maldade do coronel
Não se esqueçam da fome, das feridas nas costas dos pobres diabos que enriqueceram os latifúndios com seu doído suor!
Não se esqueçam dos muitos esquecidos nos discursos de eleição, nos hospitais, nos arredores amargos do engenho.
Amigos aqui presentes! Convido a espremer esse passado, fazer um caldo!!
Um puro e saboroso caldo de cana!
Lembremos do passado, conheçamos nossa cultura, vamos beber dessa garapa!
Arreparem também que somos o duro do taxo dessa garapa
O laço de fita de Maria Bonita
Rapadura!
Somos rapadura em sangue, carne, osso, açúcar e intelecto!
Somos uma rapadura, mas uma rapadura de outras épocas
Por quê não dizer uma rapadura pós-moderna!
Que assiste a um mundo mergulhado na imensidão de um código binário
Que vive uma ditadura um tanto disfarçada, um tanto discarada
Um globo globalizado, né assim que chamam?!
Um mundo onde casas grandes, de valores velhos demais, tentam montar uma senzala em tijolos financeiros.
É nesse mundo que vivemos, sabemos das revoluções, das transgressões e das agressões.
Devoramos isso como quem come pizza, como quem come uma buchada.
Mas estamos cansados! Cansados disso tudo! Queremos uma comida nova!
E pra isso podemos misturar pizza, buchada e nossa cuca temperada
Espero que os senhores estejam a refletir sobre aquilo que seus ouvidos captam agora
Estamos convidando vocês, todos vocês em uma viagem rumo ao futuro culltural!
Toda arte será válida, todo o verbo voltado ao amanhã
Convocamos todos aqui presentes para uma nobre causa
O causo é que a história é feita por vidas, vidas de cablocos como vocês e eu
E queremos dirigir esse rio intermitente fazendo da arte nossa bússola
Repito: toda arte será válida, todos sejam bem vindos a nossa jornada no meio mato nas escuras pra fazer do viver uma arte
Zé Limeira nos abençoe!
Recitaremos cordéis eletrônicos em ondas eletromagnéticas de mutáveis frequências de abestaiar os ouvidos d quem não souber ouvir o sabiá
E deixamos um recado pra os cabra que andam por aí dando uma de arconte, armando uma emboscada do coisa ruim pra toda essa gente, que por mais que ele tente, nunca deixará de ser diferente!
Estaremos de olho em vocês, não esperem arte feijão com arroz light com alguns poucos insights!
Seremos secos como um torrão se preciso for! Seremos a multipkicação da soma!
Demos as mãos e digamos em versos,cores e vozes:
A RAPADURA É DOCE, MAS NUM É MOLE NÃO!!!!
Que tal uma viagem pelo tempo, hum?
Já dizia Mário Quintana:
"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente".
"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente".
Vivemos o presente,
sobrevivendo ao passado, respirando o futuro.
Há algo que corre, silencioso, pelas nossas veias,
algo enraizado no chão em que pisamos.
Algo ainda cantado pelos muros antigos da cidade,
algo que os jovens paredões querem calar.
sobrevivendo ao passado, respirando o futuro.
Há algo que corre, silencioso, pelas nossas veias,
algo enraizado no chão em que pisamos.
Algo ainda cantado pelos muros antigos da cidade,
algo que os jovens paredões querem calar.
Somos tanto cana quanto álcool,
tanto cantiga quanto música eletrônica,
tanto cantiga quanto música eletrônica,
tanto viola e sanfona quanto guitarras e teclados sintetizadores.
Lembra do tempo em que a nossa gente
adoçava o pranto e o sono no bagaço de cana do engenho?
adoçava o pranto e o sono no bagaço de cana do engenho?
Naquele tempo em que havia galos, noites e quintais...
Aqui, nesse mesmo terreino
Estamos propondo uma inovação
do passado no presente,
sonhando sempre com o futuro.
E aqui, com os pés enfiados na terra
Queremos sentir os ventos,
sentir as vozes
que vêm do canavial.
Estamos propondo uma inovação
do passado no presente,
sonhando sempre com o futuro.
E aqui, com os pés enfiados na terra
Queremos sentir os ventos,
sentir as vozes
que vêm do canavial.
Elas propõem um passeio divertido pela nossa mente.
Chamando-nos a cantar,
cantar para compor a nossa história.
cantar para compor a nossa história.
Rapadura Pós-Moderna
o velho tempo colonial da rapadura
Mas aguçado como soh o tempo pós-moderno.
o velho tempo colonial da rapadura
Mas aguçado como soh o tempo pós-moderno.
Gostou da ideia?
Então, nos ajude a fazer um evento cultural diferente.
Visite nosso blog, conheça mais o projeto,
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rapaduraposmoderna@email.com
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Sua participação é muito importante.
Afinal, História soh é história qd é de todos.
Além do mais diversão é que não vao faltar.
Somos apenas
Latino-Americanos
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindos do interior...
Mas com muita rapadura pra revolucionar.
Afinal, a rapadura é doce, mas num é mole não.
xD
Latino-Americanos
Sem dinheiro no banco
Sem parentes importantes
E vindos do interior...
Mas com muita rapadura pra revolucionar.
Afinal, a rapadura é doce, mas num é mole não.
xD
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